Estou ébrio desse aroma
que ainda perdura em minha face,
vestígio indelével
daquele tão esperado abraço.
Ela possui um não sei quê
que me rende às suas mãos:
suas pilhérias, seu riso,
seus grandes olhos negros.
Por um instante, voltei a ser feliz.
Por um segundo,
compreendi novamente
que é ela meu porto seguro.
E nada importa o que digam os incrédulos,
não há razões que me apresentem,
nem evidências que me demovam
da certeza deste reencontro,
que esperei séculos
para tornar a acontecer.