Algoz, albatroz,
Dilacera-me as entranhas
E leva minhas órbitas à Nereida.
Cirene, circense,
Devora-me e chicoteia-me
Com teu relho de seda
Esta pele que merece ser ferida.
Não fui capaz
De perceber o quanto cuidavas
Deste néscio de rampeira.
Não fui capaz
De acolher o afago doce
De tuas mãos em minhas madeixas.
Agora, condena-me,
Flagela-me,
De joelhos,
De cócoras,
Por nunca mais poder tocá-la.