Esmeraldinos Olhos

Esmeraldinos olhos, que surgiram
Quando eu julgava o meu caminho ao fim,
Na noite em que meus sonhos se extinguiram,

Abristes outra aurora dentro em mim.
Cativam-me. E, serenos, me conduzem
Para algum porto que eu não conhecia;
Como esmeraldas que no escuro luzem,
Devolvem-me a esperança de outro dia.

Leva-me embora. Deixa-me na calma
Que há tanto tempo não visita a alma;
Mostra-me, enfim, que posso ser feliz.

Pois quando tudo em mim era partida,
Teu verde olhar, qual pedra lapidada,
Trouxe-me a paz — e devolveu-me a vida