Paspalho errante do tudo-saber,
conta-me meu mais recente erro;
conta-me o que sepultaste
pela quadragésima primeira vez.
Não há lugar para os emocionados
nesta terra moribunda e contaminada.
Segue teu destino,
tua rotina; deixa esta adaga
encravada em minhas costas.
Cria mais uma mentira;
desfigura a realidade
para lançar sobre meus ombros
o peso de querer estar contigo.
E, por mais uma semana,
o natimorto amor
seguirá arrastando-se,
à procura da própria cova.
