Sou um frustrado.
Como um sopro alcoolizado,
viro o expectador
das expectativas
que eu mesmo engendrei.
E o espetáculo termina.
Cai o pano.
Nas cadeiras vazias da alma,
perspectivas derrotadas
prospectam rotas impossíveis
para futuros que nunca nasceram.
E eu,
arqueólogo dos meus fracassos,
realizo a inspeção derradeira
dos sonhos em decomposição.
Encontrando apenas
expectativas moribundas
contemplando,
em silêncio,
o cadáver do porvir.
