Pegue suas moedas,
grande apanhador de centeio;
descole-as das vértebras
de minha doce alma.
Deixe-me estirado no chão,
após adoçar meus lábios
com doces e grandes ilusões.
Esse é o silêncio que me pediste,
esse é o silêncio que me obrigaste.
Ainda serei livre para ser eu?
No fundo deste poço,
poderemos encontrar
o que me drena dia após dia,
afundando nesta lama existencial.
Dê-me um sinal de vida
e ative meu modo bobo-alegre;
dê-me um motivo para acreditar
que, desta vez, farei tudo certo.
Esse é o silêncio que me pediste,
esse é o silêncio que me obrigaste.
Ainda serei livre para ser eu?
Esta é a charada resolvida:
não posso ficar próximo de mim,
e muito menos de você.
Drenarei sua energia
como balas de caramelo.