Musa do Rio Paraguai

Luiz Pereira e Cáceres,

de Vila Maria do Paraguai,

me trouxeste do pretérito imperfeito

a deusa de beijos embriagantes do céu.


Do subjuntivo vão de minha vontade,

no fim da trilha que subjuguei,

como luz ela apareceste

e seguraste minhas calejadas mãos.


Traz em seu aroma

teu toque e teu sozinho;

deixa-me ver o fundo de tua derme.


E a flexão verbal deste desejo

me deixa sem caminhos

para oferecer-te minha alma.


Deusa das deusas,

alva tez que emerge do rio Paraguai,

com o toque das ninfas do Pantanal.


Deixa-me registrar,

destas palavras,

o quão me trouxeste à luz da esperança,

a este moribundo andarilho do caos.