Amo como cada nota de ar
sai do fundo da tua garganta,
como um canto de sereia
a chamar-me para o fundo do mar.
Invejo o oxigênio
que preenche teus pulmões,
pois toca tua divindade
onde nunca poderei.
Exagero em cada palavra
para imaginar-te rindo
ao ver minhas hipérboles.
Canto cada verso,
cada composição,
como forma de deixar
à maliciosa eternidade
que, nesta terra de feras,
este homem também amou.
