No final, pouco importa
No ranger das portas
Ouço o fluxo da aorta
Neste solitário dia.
Nas plantas natimortas
Escondidas atrás da porta,
Onde já não se comporta
Tamanha solidão.
Escrevo em linhas tortas
As lamúrias já mortas
Deste cadavérico ser.
Diga-me que se importa,
Semeia a nossa horta,
Ressuscita-me!