Acorrentado, aqui estou.
Amordaçado, aqui permaneço.
Na penumbra do autocontrole,
tento provar
que consigo expulsar-te da mente.
Ignoro,
adiro,
procrastino…
Como um vírus latente,
serpenteias pelos alvéolos do pensamento.
Tudo o que faço,
ou penso em fazer,
traz a tua inicial.
Castigo-me,
flagelo-me,
iniciando frases
com pronomes átonos,
como quem se pune
pela forma e pelo desejo.
Alva tez, senhora
do ósculo que me enfeitiçou.
Néscio que sou,
cultivo — consciente —
este sentimento beócio.