Rupestres hábitos

Solidão, solidão, me dê as mãos
e me leve pra fora
Me faça parecer forte
Me incline a memória

Solidão, solidão, me dê as mãos
e me leve pra fora
Me faça sorrir
Me faça cantar vitória

Por mais sentimental,
de rupestres hábitos,
me agoniza esse candelabro
apagado sobre o móvel inabalável

Solidão, solidão, me dê as mãos
e me leve pra fora
Me faça parecer forte
Me incline a memória

Solidão, solidão, me dê as mãos
e me leve pra fora
Me faça sorrir
Me faça cantar vitória

Conte meus passos,
que afundaram na areia
do querer, do viver,
de quem canta a vitória
fora de hora

Solidão, solidão, me dê as mãos
e me leve pra fora
Me faça parecer forte
Me incline a memória

Solidão, solidão, me dê as mãos
e me leve pra fora
Me faça sorrir
Me faça cantar vitória

Sorrisos plásticos
Alma solitária
Me expulsa
Me condena
a famigerar
nossas últimas lembranças