Afinal,
o que esperavas?
Do douto troglodita?
Do bobo apanhador de centeios?
Mil desculpas, donzela,
embriague em usura.
De mim, a ternura
de alguém que nunca teve
um pingo de paz…
O tempo não seria este,
perdido no cerrado,
tentando, desesperado,
o sentido que nunca tive…
Entrando como sol em tua vida,
deixando a sombra de quem
nunca teve alguém como ti.
Acorde!
Bobo da corte,
bobo do norte,
bobo sem sorte.
Crise se foi
e brindou da sua face,
por saber que, na verdade,
és tão fácil,
tão sorrateiro,
de quem nunca será…