Que, no mais fino trato,
a derme — que nunca entra em contato —
repulsa em ilusão satúrnica,
afago que jamais foi toque.
É o não-contato:
repulsa eletrônica.
Ato desesperado
de duas peles tentando abolir
a solidão eletromagnética.
No emaranhado da matéria — o vácuo;
na distância plena — a proximidade.
Na pele úmida e receptiva,
imprime-se na alma a gênese.
E no duelo entre o sim e o não,
a coreografia de campos eletromagnéticos
tentando — em cósmica insistência — superar
a repulsão entre dois organismos cadentes