Consciência d’alma,
tu és o que és,
como um velho companheiro
que se reconhece antes de ser visto.
No divã repousam
imagens sacras e seculares:
ídolos, máscaras, memórias.
E eu?
Não sou a mente,
não sou o pensamento —
sou apenas o que resta
depois do silêncio.
Prasāda de quimeras indomáveis,
ofertas que se erguem
entre sombra e claridade:
uma passagem aberta,
um mundo que não se nomeia.
Estarei junto a ti,
aqui e ali,
entre o que vibra
e o que cala.
Como posso estar junto a ti, em ti?
Como posso estar junto a si, em si?
Como posso estar junto a vós, em vós?
