Do muro de onde escorre
o caldo espesso da vida eterna,
de onde estão exilados
os miseráveis da vida terrena.
Sob os lábios cerrados da sabedoria
e os ouvidos surdos do entendimento,
segue meu fúnebre cortejo, irreparável:
natimorto de esperança,
moribundo e pestilento,
arrasta-se à última peleja,
incrustado de ilusões,
mentiras e traições.
Como o triste fim de Policarpo e Jasmim,
flores de hálito mortuário
que brotam em meu jardim,
carrego comigo, enfim,
as licorosas frustrações desta vida.
