Tarsila e Pagu

As musas que me cerceiam,
as aves que doces gorjeiam…
Se Tarsila e Pagu iam,
versos crus — mas que venciam!

Ó pantera, sombra soturna,
essa solidão me contorna;
no leito à morte se assemelha,
e eterniza esta centelha.

Em cada sílaba que entoo,
ecos livres sobrevoam
os serenos lagos da Pampulha.

Renego — e relembro a peleja,
quando o sonho nos almeja,
em pactos que o tempo embrulha.

Salve, salve, belas damas,
que acendem vivas as chamas!