Mentira —
a mais bela de todas.
Mentira —
a vida ceifada aos prantos.
Passarás a vida inteira
acreditando em seu suspiro?
Uivando teus delírios?
Cheirando a carnificina?
Apadrinhando a esperança?
Lutando por sonhos?
Utopias ideais?
Mazelas — pobreza ou riqueza?
E, no fim, no silêncio
imaginativo de teus passos,
um golpe —
silencioso,
milagroso,
escandaloso —
tirar-te-á
o último brilho-suspiro.
