Não há o tempo —
há discórdia.
Conflitos de interesses,
discussões e barbárie...
Por fim, a fome não flagela —
o sonho te condena.
A liberdade te aprisiona,
o tempo perdoa...
Tua chaga, rememorada;
tua sina — perdedor.
Vis feridas
rasgam-lhe a hipoderme,
mesclam alívio e dor.
No dia em que o mundo virar mundo,
o tempo virará tempo,
o amor será amor —
enfim, a paz.
Não haverá como dizer,
naquele dia,
que o tempo causa
tua vã guerra.
